
O que te motivou a assumir uma posição de liderança tão cedo na carreira?
Bruno: “Eu estava na área de Vendas, onde adquiri a maior parte do conhecimento da minha carreira. Mas sempre gostei do lado estratégico e, em 2023, quis me mover mais para essa área. Entrei para o time de DCO e, logo depois, assumi um cargo de liderança.
O que me motivou a me tornar líder foi a sensação de que, ao longo dos meus 11 anos na Schneider, sempre encontrei pessoas que acreditaram em mim e no meu potencial. Escolhi ser líder como uma forma de retribuir: na minha função atual, posso oferecer aos outros o que um dia foi oferecido a mim.
Eu sei que uma posição de liderança pode fazer diferença na vida das pessoas, especialmente quando é uma liderança centrada no ser humano. Meu objetivo é desenvolver pessoas da melhor forma possível e proporcionar oportunidades assim como eu tive. Ao longo da minha jornada na Schneider, nesses quase 11 anos, tive muitas pessoas me apoiando e acreditando de verdade em mim e no meu potencial.”
Quais foram os maiores desafios que você enfrentou como líder e como os superou?
Bruno: “Assumi a liderança aos 24 anos, liderando uma equipe de 9 pessoas de diferentes faixas etárias (+30, -20), ou seja, uma equipe muito diversa. Desde o início, o principal desafio sempre foi saber como me posicionar como líder. Em alguns momentos, eu me perguntava se era bom o suficiente para liderar 9 pessoas.
Além disso, o maior desafio é identificar até onde posso ir. Afinal, se eu der todas as respostas ou tentar fazer tudo sozinho, não preciso de uma equipe. Por isso, enfrento desafios na gestão — especialmente para entender até onde devo ir com a equipe e onde começa e termina a autonomia do colaborador.
Consequentemente, o principal desafio para mim foi realmente me posicionar como líder. Muitas vezes me perguntei: ‘Sou bom o suficiente para liderar 9 pessoas?’ Assim, encontrar um equilíbrio entre até onde eu vou e até onde deixo a equipe ir é um desafio constante.“
Você teve algum mentor ou recebeu algum conselho que fez diferença na sua jornada?
Bruno: “Não acredito que tenha havido um momento específico, mas sim que o segredo foi ser persistente, consistente, aprender 1% todos os dias. Acredito que “1% por dia” faz diferença.
Em termos de comportamento, acho que minha atitude ajudou. Sempre agi um passo à frente. Como aprendiz, agia como estagiário; como estagiário, agia como analista júnior, e assim por diante. Eu sempre fui o mais jovem da equipe, mas o que tinha mais tempo de empresa. O que fez diferença na minha jornada foi como lidei com isso.
Eu era alguém que começava a dar insights, como ‘faz isso que vai dar certo’ ou ‘fala com tal pessoa’. Então, mesmo antes de me tornar oficialmente líder, eu já tinha essas pequenas atitudes de liderança. Não vejo isso como um momento-chave, mas sim como uma série de pequenos momentos que moldaram meu caminho.“
Você acredita que estar exposto, sempre na linha de frente e buscando oportunidades, ajudou no seu crescimento?
Bruno: “Com certeza. Essa exposição fez meu nome ser mencionado em reuniões, me tornou uma espécie de “referência” para soluções e resolução de problemas, e me ajudou a construir uma rede forte. Sempre procurei contribuir e aprender o máximo possível, e isso, combinado com a exposição, ajudou muito no meu crescimento na carreira.
Acho que precisa haver um equilíbrio entre se expor — o que é importante — mas fazer isso de forma positiva, mostrando seus pontos fortes, contribuindo para projetos e para as pessoas.”
Quais valores você considera essenciais para uma boa liderança?
Bruno: “A forma como lidero hoje é a forma como gostaria de ser liderado. Sou um líder que dá liberdade à equipe, sem microgerenciamento. Entendo que as pessoas lidam com a liberdade de maneiras diferentes, e isso não é algo que posso controlar. Procuro separar claramente o que está e o que não está sob meu controle como líder.
Acredito que, quando buscamos um resultado, existem mil maneiras de chegar lá. Como líder, estarei sempre disponível se alguém precisar de orientação, mas cada um tem autonomia para escolher seu próprio caminho. Quem sabe, talvez encontrem uma forma melhor. Como líder, estou sempre disposto a ouvir e ajudar.
Dou às pessoas a chance de tentar, errar, aprender e tentar novamente. E se não funcionar na terceira ou quarta vez… estou aqui para isso (para orientar).”
Que tipo de legado você gostaria de deixar como líder?
“Gostaria de deixar um legado de ter feito diferença na vida das pessoas. Mais do que resultados, é sobre o potencial de cada colaborador e o desenvolvimento das suas habilidades profissionais. Meu objetivo é ser um líder que entende onde cada pessoa está na sua jornada, dá feedback e construir uma conexão profissional e pessoal que permita um desenvolvimento mais profundo.
Somos uma só pessoa. Então, hoje, muitas vezes interajo com minha equipe em um nível pessoal. No sentido de que, se alguém está passando por um bom ou mau momento, a forma como entrega será diferente. […] Dessa forma, você cria um vínculo, e esse vínculo ajuda a se conectar com a equipe.”
Como foi começar no mundo corporativo aos 15 anos?
“Sou o mais novo da minha família e tive exemplos dentro de casa. Meus irmãos fizeram curso técnico, e eu queria fazer o mesmo quando pudesse. Desde os 13 anos, eu sabia que, quando completasse 15, mudaria para o ensino noturno para poder fazer o curso durante o dia e trabalhar depois. A partir desse momento, decidi que esse seria o caminho que eu seguiria. Sempre fui muito observador, então, quando ia a restaurantes, tentava entender como tudo funcionava. Quando tive esse desejo aos 15 anos, ganhei uma nova perspectiva e uma mudança de realidade. A vontade de crescer e melhorar a cada dia me ajudou a buscar essa mudança.
Tive meus irmãos como referência, mas, quando entrei (no mundo corporativo), comecei a ver que era possível.”
O que você espera de um estagiário que quer crescer na empresa?
“Acredito que o comportamento que tive como estagiário ajudou a surgir novas oportunidades. Então acho que esse é o caminho: atitude. Ações simples, mas adequadas ao momento. Estagiários não devem ser cobrados como funcionários efetivos. Estão ali para aprender, crescer, perguntar e contribuir. Espero que sejam comprometidos, determinados e curiosos. Eu nunca me contentei com respostas fáceis — sempre fui mais fundo. Um estagiário que quer crescer precisa estar disponível, fazer perguntas e ser curioso. Tudo isso mostra que ele tem vontade de evoluir.
O que eu tinha para oferecer na época (como estagiário) era muito comprometimento, determinação e curiosidade. Eu nunca me contentei para respostas fáceis. Eu era alguém que fazia perguntas e me colocava à disposição para aprender.”
About the author
Bruno Xavier, Digital Channel Operations Leader
26 anos, quase 11 anos na Schneider Electric. Começou como aprendiz administrativo, depois fez estágio tanto no ensino médio quanto na universidade, e foi contratado como consultor de vendas em 2018. Ele possui uma sólida experiência em Vendas, que considera uma base muito importante para sua trajetória.
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