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Como usar granilite? Confira algumas dicas!

Recursos que aliam resistência e boa estética são perfeitos para compor projetos arquitetônicos de qualidade. Ainda que novos produtos sejam lançados a cada momento, muitas soluções tradicionais continuam em alta por conta dos seus benefícios. Um bom exemplo é o granilite, material que foi amplamente utilizado nos pisos das construções na década de 1940.

Hoje ele volta com tudo e é apontado como tendência para revestir diferentes superfícies. Que tal saber mais sobre essa opção e conferir dicas de uso? Acompanhe o nosso post e tire todas as suas dúvidas!

O que é granilite?

Esse material é composto por uma massa de cimento (branco ou comum), água, areia e pedaços de rochas. Os minerais mais empregados são calcário, granito, mármore e quartzo, mas é possível encontrar misturas que envolvem outros tipos de pedras.

As massas podem incluir um único mineral ou combinar vários deles. Os modelos feitos apenas com partículas de mármore, por exemplo, são chamados de marmorite. Em todo caso, a qualidade do material dependerá da proporção correta dos componentes líquidos e sólidos.

Todos os granilites são altamente resistentes e se tornam ótimas alternativas a uma série de revestimentos, como os porcelanatos, os ladrilhos e as cerâmicas. Em geral, quanto mais duro for o mineral empregado na mistura, mais forte e durável será a área de aplicação.

Quais são os tipos?

O granilite costuma ser executado com poucas juntas, o que resulta em uma superfície contínua e homogênea. Devido a essa uniformidade, muitas pessoas chamam o material de piso monolítico. Cabe destacar que existem, basicamente, dois tipos para você usar em seus projetos.

Polido

Esse modelo recebe uma camada de resina e passa por um processo de polimento que elimina todas as irregularidades presentes na superfície. Com a remoção dos grânulos minerais, o material se torna liso e brilhante — perfeito para projetos que exigem uma decoração diferenciada ou um toque de sofisticação.

A resina polida também impermeabiliza o granilite, fazendo com que se torne resistente à umidade. Em outras palavras, o material não absorverá água e dificilmente apresentará manchas.

Atenção: por apresentar acabamento liso, o modelo polido se torna escorregadio quando molhado. Portanto, deve ser evitado em áreas externas descobertas ou em recintos que recebam muita água (lavanderias, banheiros e cozinhas, por exemplo).

Fulgê

Também chamado de granilite lavado, não recebe camada de resina nem polimento. Ou seja, o acabamento após a aplicação consiste apenas na lavagem da superfície, a fim de remover o excesso de argamassa.

O resultado é um material com relevo e bastante áspero, já que as pontas dos diversos minerais permanecem em contato com a superfície. Essa característica confere efeito antiderrapante ao granilite fulgê, que se torna a opção perfeita para áreas externas, calçadas, garagens e bordas de piscina.

Como usar o granilite?

O material pode ser aproveitado em espaços comerciais, residenciais e corporativos. Isso inclui armazéns, escolas, shoppings, indústrias, lojas e outros ambientes. Inclusive, é possível aplicá-lo em diferentes superfícies e elementos das construções, visto que se adapta a variados estilos arquitetônicos.

Veja alguns exemplos de uso do granilite.

Em pisos

A aplicação mais conhecida do material é na forma de piso interno ou externo. Para isso, é importante que a superfície de trabalho esteja nivelada, sem depressões e saliências. Com o preparo adequado, a mistura de granilite pode ser colocada sobre o chão inteiro, incluindo as soleiras.

Se quiser utilizar o modelo polido em áreas que recebem umidade, como rampas e degraus externos, o ideal é aplicar faixas antiderrapantes sobre o piso. Isso criará uma camada rugosa para tornar o pisoteio mais confortável, evitando escorregões e quedas.

Em paredes

Superfícies verticais também ficam incríveis com o granilite. Divisórias internas, muros e até fachadas podem receber o material como principal acabamento. A versão polida é ideal para paredes e detalhes que exigem alguma ornamentação, como os peitoris e rodapés.

Por outro lado, se o objetivo é obter uma aparência rústica, vale a pena aplicar o fulgê sobre a superfície. Cabe destacar que, além das versões em cinza ou branco, é possível compor granilites coloridos. Para isso, é preciso adicionar corante com o tom desejado ao cimento.

Outra possibilidade é utilizar pedras mais chamativas (verdes, azuis, vermelhas) na mistura da argamassa, como se quisesse criar um mosaico cheio de nuances. O contraste fica melhor com o cimento branco, que consegue evidenciar as cores dos diferentes minerais.

No mobiliário

Assim como o cimento queimado e outros acabamentos, o granilite pode ser aplicado em partes do mobiliário. Bases de balcões, bancos, cubas, tampos de mesas e até bancadas de cozinha são bons exemplos de peças que ficam bem com o material.

Para esse tipo de uso, o ideal é apostar na versão polida. Ela garante uma superfície lisa e de fácil limpeza, o que é essencial para higienizar e deixar os móveis sempre bonitos.

Como cuidar do material?

Um granilite preparado corretamente e aplicado por mão de obra especializada pode durar mais de 40 anos. É claro que o processo de manutenção também interfere no tempo de vida útil do material. Assim, cabe aos arquitetos conhecer os cuidados necessários para orientar os seus clientes. Veja algumas orientações de conservação.

Evite contato com produtos agressivos

Como ocorre com diversos revestimentos, o granilite não deve ser exposto a substâncias químicas fortes. Ferramentas abrasivas também devem ser evitadas, já que podem danificar e riscar a superfície em longo prazo.

Além disso, muitas pessoas consideram o uso da máquina de pressão para facilitar a lavagem do modelo fulgê. O problema é que o bico pontual desse equipamento pode desagregar os grânulos dos minerais e deixar buracos no acabamento.

Faça a limpeza correta de cada modelo

O granilite polido exige pouco esforço no processo de limpeza. Basta passar um pano umedecido em água com sabão neutro e fazer o enxágue. Se for um piso, é importante secar a superfície quanto antes para evitar que permaneça escorregadia.

Já o granilite fulgê exige algumas etapas adicionais. Primeiro, é importante remover o excesso de sujeira com uma vassoura ou aspirador de pó. A lavagem deve ser feita com bastante água e sabão. Em caso de necessidade, é possível esfregar a superfície com uma esponja ou escova de cerdas macias e finalizar com o enxágue.

Observe a condição do material

Um olhar atento ao granilite é essencial para identificar o momento ideal para fazer os devidos reparos. O modelo polido, por exemplo, deve receber uma nova camada de resina com certa frequência. O tempo entre uma manutenção e outra dependerá das condições do material e das instruções do fabricante, portanto, vale a pena ter atenção a esses detalhes.

E então, o que achou das inúmeras possibilidades de uso do granilite? Aproveite para incluir esse produto tradicional em seus próximos projetos. Com novas releituras e inspirações nas principais tendências, você certamente criará soluções incríveis para agradar diferentes perfis de clientes.

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