Gestão de Edifícios

Seletividade do disjuntor para se manter a energia disponível

Plantas industriais, hospitais, data centers, fabricas, com tipos de estruturas diferentes, não podem permitir qualquer período de inatividade devido a problemas no sistema elétrico. O tempo de inatividade também afeta negativamente a satisfação do cliente e os resultados financeiros. Além disso, a norma IEC 60364 torna a seletividade obrigatória para instalações que fornecem serviços de segurança, enquanto as normas locais também podem exigi-la para outras aplicações específicas.

O projeto do sistema elétrico, incluindo os dispositivos de proteção escolhidos, contribuem diretamente para garantir a disponibilidade de energia. Parte das ações para se manter a energia disponível  é otimizar  dispositivos em coordenação. Os dispositivos devem ser cuidadosamente selecionados para funcionar corretamente em conjunto com outros dispositivos em um sistema elétrico, incluindo interruptores, contatores, disjuntores e dispositivos de corrente residual (RCDs) dentro de um conjunto como um quadro de distribuição.

Nesta série de blog, veremos os benefícios da coordenação de disjuntores. Existem alguns tipos de coordenação que podem ser usadas ​​em sistemas elétricos, dependendo dos requisitos. Nesta postagem, veremos ‘seletividade’, e na próxima postagem falaremos ‘em cascata’. Ambos os métodos são cobertos pela norma de disjuntores IEC 60947-2, Apêndice A.

 

Como funciona a seletividade?

Claramente, para instalações como hospitais, data centers e aeroportos, é importante manter o funcionamento para todas as cargas críticas. Mas para aplicações como processos industriais contínuos ou refrigeração de alimentos, a perda de energia pode resultar em danos dispendiosos em matérias-primas, produtos e tempo. Quando ocorre uma sobrecarga, curto-circuito ou falha de aterramento em um circuito de distribuição, a disponibilidade de energia deve continuar para todas as outras partes da instalação elétrica.

Uma solução é aplicar seletividade ( às vezes chamada de discriminação) entre circuitos. Como funciona? Se ocorrer uma condição de falha em um circuito, o disjuntor mais próximo da falha desarmará. Os disjuntores a montante do disjuntor desarmado permanecem inalterados, então a energia permanece disponível para todos os outros circuitos e cargas.

Além disso, será muito mais rápido para a equipe da instalação localizar e consertar a fonte do defeito, pois eles simplesmente precisam identificar o circuito onde o disjuntor desarmou. Em contraste, se um disjuntor a montante tivesse disparado, a falha poderia ter acontecido em qualquer um dos vários circuitos de distribuição a jusante, portanto demoraria mais para localizar o defeito.

 

Vários níveis de seletividade

É importante que os disjuntores sejam projetados para trabalhar juntos. Em edifícios comerciais, por exemplo, a função e a classificação de um disjuntor dependem de sua posição na arquitetura elétrica: disjuntores a ar (ACB) ou disjuntores em caixa moldada de alta classificação (MCCB) como entrada, com MCCBs em  circuitos médios e com mini disjuntores (MCB) para circuitos finais.

Ao considerar os vários níveis, a qualidade da instalação dependerá de como os produtos são projetados para serem coordenados para gerenciar o curto-circuito. Isso é difícil de garantir quando diferentes marcas de produtos são misturadas. A escolha de produtos de um único fabricante com equipes de engenharia trabalhando juntas pode ajudar a garantir a melhor coordenação.

No caso de um curto-circuito em um ponto da instalação, devemos ter em mente que todos os disjuntores entre a fonte de alimentação (por exemplo, rede elétrica) e a falha verão uma sobrecorrente. Uma entrada principal ACB ou MCCB de alta classificação pode ser atrasada para atingir “seletividade baseada no tempo”. O desafio aqui é definir o ambiente certo. Para disjuntores de limitação de corrente ( isso inclui a maioria dos MCCBs nos circuitos de distribuição e MCB nos circuitos de distribuição final) alcançar a seletividade é ainda mais complicado. Ele depende da limitação da energia de passagem de todos os disjuntores envolvidos, bem como da energia para não disparar o disjuntor a montante. Isso precisa ser considerado durante o projeto das características de interrupção e as características de desligamento de toda o circuito.

Graças à estreita colaboração entre nossas equipes de projeto MCB, MCCB e ACB, a Schneider Electric pode oferecer uma gama incomparável de produtos seletivos, permitindo arquiteturas com vários quadros intermediários para otimizar o comprimento dos cabos.

 

Escolha de disjuntores para seletividade

Mais importante, como escolher a combinação certa de disjuntores e classificações para que a seletividade funcione de forma confiável?

A Schneider Electric fornece um software dedicado (EcoStruxure Power Design), ferramentas online e um guia (Seletividade, Cascata e Guia de Coordenação) para apoiar o projeto de uma instalação de baixa tensão levando em consideração a seletividade. Além disso, ter os produtos corretos, como os disjuntores das séries MasterPact, ComPact e Acti9, oferece um número limitado de tamanhos de calibres  e modelos para tornar esse processo ainda mais simples. Essas faixas de disjuntores também são projetadas e testadas para coordenação seletiva (de ACB a MCCB a MCB, bem como partidas de motor e disjuntores motor) dando a você a tranquilidade de que a seletividade funcionará, da rede elétrica aos circuitos intermediários e à distribuição final.

O que você pensa a respeito do tema? Continue a discussão no Fórum de Energia Disponível em nosso portal Exchange.

Fonte original: aqui.


No Responses

Leave a Reply

  • (will not be published)