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A busca por uma ideia ousada

Olá, meu nome é Lucas Pacheco Heringer Batista, sou estudante no ultimo ano de graduação em arquitetura e urbanismo pela Universidade Federal de Ouro Preto. Fui finalista global do Go Green in the City 2019 e venho compartilhar um pouco da minha experiência no concurso da Schneider Eletric. Espero contribuir para que estudantes brilhantes ao redor do mundo se encorajem a submeter suas ideias ousadas e tenham a chance de viver experiências incríveis.

A busca por uma ideia ousada

 Eu e Mirian Maia já conversávamos a tempos, pelos corredores da nossa Universidade, sobre tecnologias e avanços digitais no planejamento urbano. Falávamos como o assunto era promissor, porém ainda timidamente explorado no curso de arquitetura. Trocamos várias informações e começamos a especular sobre soluções e projetos na área.

Então, certo dia fui apresentado à proposta da competição da Schneider e prontamente aceitei o convite para participar na equipe. Tínhamos o esboço de uma ideia e boas expectativas de desenvolver uma pesquisa consistente e com bons frutos. A partir dai começamos a nos reunir semanalmente nos poucos tempos livres e nos intervalos das aulas para avançarmos o projeto. O prazo era uma constante preocupação minha, principalmente por ter de associar os estudos e trabalhos do curso de arquitetura com a montagem da apresentação para o Go Green in the City. Mas no fim conseguimos enviar o material a tempo para a primeira etapa e já tínhamos em mente as melhorias que faríamos caso fossemos classificados.

 Semifinais regionais

 Quando nos preparávamos para a semifinal continental, talvez ainda não tivéssemos em mente a dimensão que isso tudo poderia tomar. Nos preocupamos em analisar profundamente a nossa apresentação sempre considerando os apontamentos de nosso mentor Mario A. Velazquez. Deixo registrado a minha gratidão para com Mr. Velazquez por todo o seu empenho e proatividade em nos ajudar a tornar a ideia mais competitiva e sólida. Sempre nos certificou do nosso potencial e conseguiu nos passar a segurança necessária em nossas “calls” internacionais, que em alguns momentos eram bastante divertidas com a nossa forma de comunicar, variando entre nossas línguas maternas e o inglês. Mas tudo, obviamente, correndo na seriedade e coerência próprias para se tocar um grande projeto global.

O dia da apresentação foi marcada por alguns contratempos, mas conseguimos conexão no prazo limite e nos preparamos para expor nossa ideia aos jurados. Vimos duplas muito capacitadas apresentarem suas propostas e ficamos impressionados com a qualidade dos trabalhos. Mas era chegada a hora da verdade. Somente uma equipe seria agraciada com a vaga na grande final. Mesmo que nossas expectativas estivessem controladas e estivéssemos satisfeitos com o bom trabalho realizado, Barcelona estava “logo ali”. Nos segundos anteriores ao anúncio uma euforia tomou conta de mim e algo me dizia que teríamos boas notícias. Então veio a confirmação na tela do computador onde víamos o nome de nossa equipe sobreposta à imagem do Parque Güell. Foi uma alegria gigantesca e comemoramos muito. Ao mesmo tempo eu já pensava em tudo o que precisaria providenciar para viajem e deveria buscar o mais rápido possível resolver as questões da documentação.

Vamos para Barcelona

As sensações de tudo o que seguiu a partir dai são inesquecíveis. Minha primeira viagem internacional não podia ter um motivo tão mais nobre. Enquanto cruzava o Atlântico pensava com extrema gratidão em todos que haviam me ajudado de alguma forma a chegar até ali e a maior certeza que tinha é de que nós iríamos dar o nosso melhor para representar o país e a nossa universidade.

Barcelona é incrível. Para um estudante de arquitetura o grande prêmio era estar em uma das cidades onde a arte de construir é levada aos limites do inimaginável. Poder sentir a magia de La Sagrada Familia de Gaudí, observar a organização no traçado de Cerdà ou até caminhar por entre as ruas dos anônimos construtores medievais de El Gòtic foi uma experiência que me comoveu profundamente e me proporcionou uma felicidade indescritível.

A culinária local também é algo a se destacar. Aproveitamos o melhor dos variados pratos mediterrâneos e das famosas tapas em um circuito de restaurantes formidáveis em lugares fantásticos (com destaque para a vista no jantar da ultima noite, no terraço do Palau de Mar). A comida na Innovation Summit não pode ser esquecida, pois nos mostrou o quão saborosos podem ser os pratos de um cardápio vegano, quando preparados com qualidade e técnica apurada.

As apresentações e o resultado final

 Apesar de todo o nervosismo que antecedeu a apresentação, tudo correu como o esperado e pudemos responder bem as perguntas feitas a nós. Ao longo da programação cuidadosamente organizada por Yeonjoo Lee, Isabelle Kahakura Batista, Tina Mylon, Jen Au (as quais deixo meu profundo agradecimento e admiração) pudemos ter contato com todo o tipo de produtos e grandes ideias que circulavam por entre os pavilhões da Innovation Summit. Anotamos contatos, conhecemos pessoas e projetos, além de ter certeza da capacidade da Schneider em promover inovação e estar na vanguarda da tecnologia global.

O dia do anúncio da equipe vencedora foi de grande expectativa. Tínhamos consciência do alto nível da disputa em que nos encontrávamos. Mas de fato, entendi o que significava aquilo tudo quando observei no monitor do auditório a fotografia de todas as equipes lado a lado e suas informações de origem. Ver nosso nome e o de nossa Universidade sendo apresentado em um evento tão importante ao lado de pessoas tão capacitadas do mundo inteiro me causou extrema emoção. Nunca me esquecerei dos demais competidores Noah, Ayushi, Gabi, Yumi, Alejandra, Romina, Kirsi, Michael, Eva, Hossam, Rachel, Adrienne, Nimisha e Naveen, que na verdade se tornaram grandes amigos espalhados pelo mundo. Parabenizo a dupla Naveen Suman e Nimisha Varma pela grande ideia e apresentação impecável. Cumprimento a todos pela ousadia e a vontade sincera em contribuir nas soluções de problemas com o uso de tecnologias sustentáveis para o bem comum.

Porque participar do Go Green

O aprendizado é o grande benefício que obtém em concursos do tipo. No Go Green 2019 não foi diferente, pois precisamos de um alto nível de preparação desde o inicio do projeto em si. Acredito que apenas a participação em um concurso tão importante já é uma experiência válida. Propor produtos e inovações a partir de ideias e pesquisas tão amplas, trabalhando-as para se tornarem facilmente compreensível ao público geral e conquistarem experientes investidores, fornece vivências fundamentais na nossa trajetória profissional. Participar dessa final, me trouxe vários aprendizados culturais e tecnológicos que com toda certeza levarei como experiência para o resto da vida.

Com meu relato, espero contribuir com todos que acreditam na capacidade de suas ideias e tem vontade de propor mudanças a partir do conhecimento aplicado. A todos os estudantes, espero que aproveitem a energia desta época tão fundamental em nossas vidas e explorem bastante suas capacidades intelectuais. Tenham sempre proatividade e busquem parcerias com outros colegas que queiram compartilhar boas ideias. Aproveitem todo o conhecimento disponível e os contatos com professores dos mais variados assuntos, criem um referencial amplo de influências e não tenham medo de explorar áreas diferentes das de sua formação. E lembre-se: suas ideias ousadas são muito bem vindas no Go Green 2020.

Texto de Lucas Pacheco Heringer Batista


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