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Entenda como escolher disjuntor elétrico para seu projeto

Várias etapas envolvem a execução dos projetos arquitetônicos. A composição da parte elétrica é uma das mais importantes porque interfere na qualidade de vida e na segurança das pessoas. Nesse sentido, cabe ao profissional responsável planejar cada detalhe, bem como definir os recursos e produtos que serão utilizados.

O disjuntor elétrico é um dispositivo fundamental em qualquer instalação e precisa ser escolhido com cuidado. Para falar sobre o assunto e ajudar você a encontrar o modelo ideal, convidamos a Gerente de Produto de Proteção Elétrica Ariana Pimentel Marcondes para contribuir com este artigo.

Acompanhe e aproveite para sanar suas principais dúvidas!

O que é um disjuntor elétrico e para que serve?

Trata-se de um dispositivo eletromecânico que atua como um interruptor automático. Ele tem como função proteger a instalação elétrica contra possíveis danos causados por curto-circuitos e sobrecargas elétricas. Assim, caso ocorra uma falha de sistema ou de rede, o disjuntor elétrico impedirá problemas de aquecimento e até situações mais graves, como incêndios.

Há, também, dois dispositivos que, aliados ao disjuntor elétrico, representam uma espécie de combo que oferece três tipos de proteção (trio da proteção) a uma residência.

O primeiro é conhecido como dispositivo diferencial residual (DR) e sua finalidade é proteger as pessoas contra choques. Ele mede quanto de corrente entra e sai e, caso haja uma diferença muito grande, desarma. Essa corrente pode escapar em qualquer lugar, como um fio de chuveiro.

O corpo humano se contrai ao receber um choque. Uma descarga elétrica muito grande pode causar consequências graves, pois, nesses casos, a pessoa não consegue nem se desconectar da fonte causadora. Então, quando a diferença da corrente chega a 30 miliamperes, que é o máximo que uma pessoa suporta, o DR desliga o circuito elétrico para proteger a vida.

O outro dispositivo é o DPS, que tem como função proteger os equipamentos. Ele é conhecido como dispositivo de proteção contra surto e sua função é pegar a descarga atmosférica, que tem picos muito altos em um curto intervalo de tempo. Também é ligado ao aterramento, portanto, quando vem um pico muito forte, ele muda e joga para o fio terra. Isso evita que aparelhos, como televisão, computador e eletrodomésticos, sejam afetados.

Todos os dispositivos — disjuntor, DR e DPS — estão previstos em normas para instalar em quadros de residências, porém, não há uma fiscalização quanto a isso. Em edifícios, o ideal é ter um DPS para o apartamento e outro para o prédio a fim de garantir a proteção em camadas.

Qual é a importância desses dispositivos?

Os dispositivos são fundamentais para proteger os circuitos elétricos, os equipamentos e, principalmente, as pessoas. Um DPS, por exemplo, custa em torno de R$300 a R$400, o que não é um custo muito alto em comparação aos benefícios que proporciona.

É preciso considerar que qualquer coisa que utilize tomadas está sujeito a problemas em tempos chuvosos. Portanto, compensa investir em soluções que possam minimizar ou até mesmo evitar riscos ao patrimônio e à vida humana.

O DR também protege os animais. Assim, cachorros que adoram roer fios, por exemplo, ficam protegidos contra choques elétricos. Em alguns lugares esse dispositivo pode ser encontrado pelo nome IDR e custa em torno de R$200.

Quanto ao disjuntor, é importante destacar que ele também contribui para processos de manutenções preventivas. Afinal, quando o eletricista precisa trocar uma tomada, por exemplo, ele desliga o dispositivo no quadro antes de fazer a intervenção. Se não houver disjuntor, não tem como fazer a substituição da tomada.

Por que dimensionar os disjuntores corretamente?

Um disjuntor elétrico mal dimensionado pode trazer desde pequenos desconfortos até riscos mais graves. Por isso, é fundamental garantir que a instalação seja adequada ao projeto e faça com que o dispositivo funcione corretamente.

Disjuntor subdimensionado

Nessa situação, o dispositivo ficará caindo toda hora. Isso trará muitos incômodos às pessoas, já que um simples banho poderá fazer com que o disjuntor desarme. Se o chuveiro em questão consumir 32 amperes e o disjuntor for de 20, é bem provável que o circuito elétrico seja desligado quando passar de 20.

Disjuntor superdimensionado

Essa situação é mais perigosa porque significa que o sistema elétrico da casa não está preparado para receber a corrente. Como consequência, há maior risco de incêndio devido ao superaquecimento dos fios.

Usando o mesmo exemplo do chuveiro de 32 amperes: se o dispositivo for substituído por um de 63 amperes, é provável que os fios não suportem a corrente exigida. Isso pode fazer com que a parte de cobre aqueça e a de plástico derreta, resultando em um curto-circuito que faça tudo pegar fogo.

O que considerar ao escolher um disjuntor?

Atualmente, todos os disjuntores do Brasil que estão dentro da norma residencial devem apresentar o selo do INMETRO — caso contrário, não têm validade. Logo, é crucial procurar o selo nacional nos produtos, visto que um modelo que protege no Brasil é capaz de garantir proteção às residências localizadas em qualquer região.

Fabricante

O consumidor deve avaliar o histórico dos fabricantes na área elétrica. A Schneider Electric, por exemplo, é líder mundial dentro desse setor e vende disjuntores para o mundo todo. Seus produtos e soluções passaram em testes de qualidade em diversos lugares.

Preços

É importante considerar o custo-benefício dos modelos antes da compra. Como em muitas situações, produtos mais baratos nem sempre são adequados à finalidade que você deseja. Em todo o caso, vale ficar de olho na qualidade das opções para não cair em ciladas por conta de preços.

Tipos

Hoje, os disjuntores são todos termomagnéticos, ou seja, contam com duas proteções: uma térmica e outra magnética. Isso permite que as tecnologias sejam combinadas nos dispositivos.

A proteção térmica, quando liga o motor na corrente de partida, tem um sistema que desarma correntes por longos períodos que estejam acima dos níveis dos disjuntores. Já a proteção magnética serve para picos de correntes maiores. Assim, desarma correntes muito altas em um curto espaço de tempo.

Cabe destacar que muitas linhas de disjuntores desenvolvidas para ambientes residenciais apresentam o fechamento rápido — é mais seguro porque mantém possíveis faíscas contidas dentro do dispositivo. Portanto, se o objetivo é proporcionar maior segurança, vale a pena optar por itens que tenham esse diferencial.

Como incorporar os disjuntores à decoração?

Esse tipo de dispositivo geralmente não aparece, mas há linhas de quadro com visual diferenciado para facilitar a harmonização do produto com o estilo de decoração do ambiente. Alguns modelos, por exemplo, apresentam acabamento italiano, com uma estética europeia bem interessante.

No Brasil, a Schneider Electric trabalha com versões nas cores branca e fosco (um pouco cinza). Embora possa ficar visível para ser manipulado por adultos, o disjuntor não deve ser instalado em um local de fácil acesso para crianças. Esse cuidado é fundamental para garantir a segurança dos pequenos e de toda a família.

Para ter sucesso tanto na escolha quanto na instalação dos dispositivos, é importante contar com fornecedores de qualidade e com o serviço de um profissional competente. Afinal, com eletricidade não se brinca!

Agora você está por dentro das principais funções do disjuntor elétrico e pode ir em busca do melhor modelo para diferentes necessidades. Lembre-se de que produtos de qualidade fazem toda a diferença no resultado de um projeto, porque conseguem aliar beleza, funcionalidade e proteção em um único item.

Que tal explorar as opções que o mercado oferece agora mesmo? Entre em contato conosco para conhecer as soluções e os produtos disponíveis!


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