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O papel da arquitetura hospitalar na redução de contágio

O paciente chega a um hospital ou uma clínica buscando cuidados e tratamento adequado, mas, além do desgaste que a própria doença lhe causa, há o medo de contrair alguma doença só de estar nesses ambientes. A concentração de pessoas infectadas em um mesmo espaço fechado sempre representa um risco para qualquer um que nele entre, mas sobretudo para quem já está com a imunidade debilitada.

Só nos Estados Unidos, por exemplo, as infecções hospitalares geram um gasto de até 45 bilhões de dólares todos os anos ao sistema de saúde pública. Como os inimigos são invisíveis a olho nu, como bactérias, vírus, fungos e parasitas, o desafio de defender a sociedade do estrago causado por eles é grande. E, uma vez que as ameaças biológicas estão cada vez maiores, com o aparecimento de novos micro-organismos ou mesmo com a evolução de patógenos já existentes, a precaução é ainda mais urgente.

Instalações inteligentes combatem ameaças

O trabalho de prevenção de infecções hospitalares é anterior aos cuidados com higiene, uso de equipamentos de proteção individual (EPI) e preparação técnica de funcionários. Ele se inicia já na estrutura das unidades de saúde. A arquitetura é essencial para reduzir a transmissão de doenças, a começar pelos sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sistema de ventilação é peça-chave para conter contágios, daí a necessidade de usar soluções inteligentes, que incluam um plano eficaz e rápido de monitoramento de qualidade de ar, por exemplo.

Estudos sugerem que a troca de ar por hora dentro de um ambiente fechado influencia no controle de infecções e, por isso, é preciso considerar tal fator na hora de projetar um edifício hospitalar. Lembrando que essa troca pode ser feita tanto por meio de ventilação natural, com abertura de janelas, quanto de forma automatizada, com uso de ar-condicionado, aparelhos de ventilação e aquecimento. A utilização de plataformas integradas, que possam monitorar esses fatores em tempo real e controlar as operações do edifício, incluindo o sistema de ventilação, é um dos exemplos do que a arquitetura pode fazer para reduzir a incidência de infecções hospitalares.

Pressão na medida certa

Manter as pressões de ar adequadamente também é uma estratégia importante para garantir a segurança de todos. A pressão positiva previne a entrada de agentes patológicos que podem contaminar os espaços. Isso deve ocorrer em locais como salas de operação, de parto, unidades de cuidado intensivo a recém-nascidos, por exemplo. Quando a área possui pressão negativa, o ar dos setores adjacentes pode circular por ali, mas o contrário não ocorre. É o caso das salas de espera, banheiros, salas de trabalho não limpas, laboratórios e, também, das unidades de isolamento. Nestas últimas, a pressão negativa é indispensável, pois ali circulam diversos agentes infecciosos. O sistema de ventilação, portanto, deve ser muito bem projetado, para promover a limpeza do ar.

Outra contribuição da arquitetura em hospitais e clínicas é a criação de espaços que controlem o fluxo de pessoas, de equipamentos e de suprimentos médicos, a fim de evitar contágio de doenças. Com um eficiente sistema de controle de acesso, a instituição consegue analisar o movimento do paciente e a interação dele com outros indivíduos de forma detalhada. A partir daí, não só é possível desenvolver espaços otimizados e inteligentes, como também criar sistemas que notifiquem, em tempo real, a localização exata de pacientes com infecções já identificadas, para que os colaboradores tomem as medidas necessárias.

Tecnologia minimiza riscos

A arquitetura pode, ainda, atuar de diversas outras maneiras para quebrar a cadeia de contágio no ambiente hospitalar, como no ajuste de temperatura e umidade, filtragem e limpeza do ar, no monitoramento de sistemas de abastecimento de água, além da garantia de que os sistemas de resiliência de energia estejam em perfeita ordem. Unidades de saúde que atentem para esses detalhes que, hoje, contam com tecnologias avançadas, estão mais do que capacitadas para promover segurança à população.


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