Automação Industrial

Máquina como Serviço – o que é este novo modelo de negócio?

Com a forte disseminação dos conceitos da Indústria 4.0 e novos ecossistemas digitais que permitem a integração de sistemas tecnológicos trocando informações 24X7 em grande quantidade, tudo isso armazenado em grandes computadores, ou nuvem, novos modelos de negócio estão surgindo dentro da indústria, estamos falando de modelos baseados em leasing, aluguel…ou seja, a idéia é: ao contrário do modelo atual onde existe a venda de uma máquina por um valor de investimento razoável para uma empresa e, após um período de garantia, ofertar serviços de manutenção, o novo modelo visa aplicar um acordo comercial mensal baseado em KPIs de eficiência que varia de acordo com a quantidade ou o tempo de uso, absorvendo ainda as eventuais manutenções que se façam necessárias.

Bom para todo mundo

O mercado industrial está mais competitivo e exigente, só existe uma maneira de acompanhar estas demandas, a adaptação a nova revolução indústrial abre algumas oportunidades para o industrial que agora pode investir um valor menor dentro do seu plano anual e receber mais tecnologia, qualidade e eficiência em produção, tudo isso diluido dentro de um plano de fidelidade baseado em eficiência, ou seja, máquina produzindo, redução de paradas e perda de material, eficiência operacional e acesso a informação.

O fabricante de máquinas por sua vez pode encarar sua máquina como “um produto de prateleira” aumentando sua base instalada e garantindo uma previsibilidade de fluxo de caixa maior, pois a preocupação de uma venda pontual deixa de existir. Agora o fabricante de máquina pode investir em capacitação de pessoal e melhoria em seu processo de engenharia de materiais, identificando problemas via conexão remota e se antecipando a defeitos ou necessidade de manutenção não programada através de machine learning e M2M.

Foco no Pós Venda

As empresas estão abandonando o costume de que após a venda da máquina ou processo, o trabalho de relacionamento está finalizado, pois este método tende a trazer incertezas futuras e prejudica a relação cliente e fornecedor. Para evitar este tipo de incerteza, é importante compreender as necessidades e expectativas do cliente quanto a qualidade dos entregáveis e garantias de metas. Para isso, é primordial investir em capacitação de equipe e tecnologia para análise de dados, desta forma a argumentação se torna produtiva durante a negociação pois o cliente percebe o compromisso com a qualidade. Através de ferramentas de software e gestão é possível oferecer ao cliente uma experiência baseada em parceria e agilidade permitindo assim uma lealdade maior a marca.

 

O que são estas ferramentas?

Como foi dito no incio do texto novos ecosistemas digitais estão sendo criados, a Schneider Electric possui um conceito de ecosistema chamado EcoStruxure Machine baseado em soluções de apoio ao modelo de Máquinas como Serviço, ou seja através do EcoStruxure Machine o usuário pode acessar remotamente (EcoStruxure Secure Connect) dispositivos conectados ou não há uma VPN de maneira Cibersegura para manutenções e diagnósticos, é possível também através de uma conexão em núvem (EcoStruxure Machine Advisor) conectar e encontrar diversos equpamentos ou máquinas por todo o mundo e acompanhar a performance de operação e produção, bem como, fazer a gestão destes equipamentos, gerar relatórios e reports de monitoramento para análises futuras e é possível também acessar os dispositivos através de realidade aumentada garantindo a integridade do operador e até utilizar dispositivos móveis por exemplo para oferecer treinamento e capacitação de equipes através de recursos ja disponiveis no aplicativo.

 

Autor: Bruno Di Clemente – Coordinator Machine Solutions


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