Arquitetura

Estilos arquitetônicos: como fazer projetos de arquitetura original

Todo arquiteto tem um traço autoral que é construído ao longo da carreira, a partir da afinidade com determinado tipo de projeto. Chegar a um modelo ou linguagem própria envolve a busca constante por referências que se aproximem com aquilo que o profissional deseja criar. Nesse processo, a análise de diferentes estilos arquitetônicos pode servir como uma importante referência.

Existem vários temas específicos para você usar como inspiração em seus projetos. Neste artigo, falaremos sobre os estilos mais conhecidos e apresentaremos dicas para aplicá-los em ambientes residenciais ou comerciais. Acompanhe!

Estilo clássico

É um dos mais tradicionais e muito encontrado em edifícios históricos. Surgiu na Antiguidade, uma época em que a arquitetura era marcada pelo requinte e sofisticação. A valorização da beleza em cada detalhe foi mantida ao longo de décadas e marcou outros estilos, como o Rococó e o Barroco.

Cores claras

A paleta do estilo clássico é delicada e composta por cores claras — branco e bege são as preferidas e aparecem nas principais superfícies. A luz segue o mesmo princípio, com tons amarelados que trazem calor e aconchego. Cores chamativas, como verde, azul e vermelho, podem surgir em pontos estratégicos para criar contrastes.

Ornamentação

Móveis volumosos são protagonistas na arquitetura de interiores clássica. Cadeiras, poltronas, mesas e outras peças trazem formas curvas, entalhes e muita informação. Tais características também são comuns nos acessórios: espelhos e quadros com molduras elaboradas, lustres e castiçais com linhas sinuosas, grandes esculturas.

Materiais nobres

Os acabamentos ganham destaque nesse estilo. É comum a combinação de elementos em mármore, madeira maciça, tecidos nobres e revestimentos em tons de prata ou dourado. Tapetes amplos e cortinas pesadas complementam o visual que demonstra poder e riqueza.

Estilo gótico

Também está entre os estilos arquitetônicos mais antigos, visto que surgiu na Europa, no período da Idade Média, se tornando padrão para muitas construções até o século XV. Por ser muito ligado às práticas religiosas da época (catolicismo), costuma trazer um visual que remete ao sagrado — elementos que apontam para o céu, imponência, luz natural etc.

Cores fortes

Madeira, pedra e vitrais eram comuns nas catedrais góticas e permitiam a mistura de tons escuros com elementos coloridos. De todo modo, é interessante apostar em cores dramáticas que proporcionem um visual mais pesado, a exemplo do vermelho (rubi), verde-escuro, violeta ou azul-marinho.

Pé-direito alto

A altura exagerada de muitas obras góticas pode servir de inspiração para a construção de ambientes internos. Se possível, invista em ambientes com pé-direito alto ao trabalhar com o estilo. O espaço vertical extra trará imponência e permitirá a exposição de objetos antigos: livros, luminárias de parede, quadros etc.

Mistura de materiais

Assim como o clássico, o gótico também tem uma aparência mais chique. Por isso, pede revestimentos e materiais distintos que permitam uma mistura de cores, texturas e estampas. Móveis robustos de couro ou veludo, pisos de madeira, artigos metálicos — principalmente os dourados, pois lembram a luz natural — e itens de tapeçaria funcionam muito bem.

Estilo moderno

Inspirado nos princípios de grandes mestres da arquitetura moderna, esse estilo veio para transformar a decoração. Pode ser resumido na frase “menos é mais”, de autoria de Ludwig Mies van der Rohe, já que prioriza a funcionalidade em detrimento do apelo estético.

Cores neutras

Um ambiente moderno deve ser atemporal, ou seja, resistir à passagem do tempo sem que pareça inadequado a diferentes períodos. Assim, as cores neutras (branco, preto, marrom e variações de cinza) se tornaram as preferidas para o estilo porque combinam com qualquer estampa ou textura.

Linhas retas

O design simples aparece no mobiliário, na forma das paredes, nas esquadrias e nos revestimentos. Nenhum elemento traz detalhes que visam apenas embelezar o ambiente. Assim, é comum o predomínio de peças com linhas retas, que se encaixam em qualquer área e ajudam a otimizar o layout.

Leveza e transparência

O vidro e o aço são materiais fundamentais em projetos arquitetônicos com estética moderna. Isso porque agregam leveza, permitindo o uso de vários elementos sem causar poluição visual. A transparência do vidro (que pode surgir em janelas e divisórias, por exemplo) não quebra a continuidade e ajuda a manter os ambientes integrados.

Estilo minimalista

É um dos estilos arquitetônicos mais valorizados atualmente. Ele deriva do moderno e vai mais a fundo quando o objetivo é priorizar aquilo que é essencial. Por isso, é esperado que objetos e acessórios fiquem em segundo plano para destacar a simplicidade.

Cores claras

No minimalismo, tudo tem um propósito bem definido. Considerando que os espaços devem ser amplos, arejados e agradáveis visualmente, a solução é apostar em cores claras. Outros tons são bem-vindos quando fazem parte do próprio material empregado (marrom da madeira, bege do bambu, laranja da argila etc.).

Itens funcionais

O minimalismo propõe o desapego de tudo aquilo que não tem função dentro do espaço. Nesse sentido, vale investir em móveis multiúso e em peças que possam decorar enquanto ofereçam alguma utilidade — por exemplo, plantas que agregam a beleza do verde e, ao mesmo tempo, purificam o ar. Quanto menos elementos sobrando, melhor.

Organização

Manter tudo em seu devido lugar faz com que o foco seja direcionado ao que importa em cada momento: relaxar, estudar, trabalhar, se divertir ao lado de amigos ou familiares etc. Assim, é importante que cada componente tenha um espaço reservado no projeto.

Para facilitar a visualização e utilização dos ambientes, elimine o excesso de divisórias. Aposte em peças embutidas e em itens dobráveis, que não ocupam espaço adicional. Janelas grandes também são boas escolhas porque potencializam a iluminação, que faz com que os recintos pareçam amplos.

Estilo contemporâneo

Apesar de ter sua base no moderno, trabalha com elementos que trazem formas e cores distintas. A funcionalidade é mantida, mas novas misturas passam a ser aceitas para agregar um toque a mais de personalidade — condição ideal para clientes que querem um projeto exclusivo!

Cores harmônicas

Um ambiente contemporâneo pode ser composto por qualquer paleta de cores. O objetivo é trabalhar com as preferências de quem utiliza o espaço e deixá-lo com a cara dos donos. Isso não significa que a escolha das tonalidades deva ser aleatória.

Para obter harmonia, é preciso estudar combinações e selecionar a mais equilibrada. Isso vale para a definição das tonalidades, das texturas, das formas e de qualquer outra característica que faça parte da composição.

Layout otimizado

Embora seja mais imediatista, o estilo contemporâneo precisa se basear em soluções funcionais. Afinal, a vida das pessoas exige praticidade e ambientes capazes de atender todas as suas necessidades, independentemente do tamanho disponível.

Assim, seja um apartamento compacto, seja uma sala corporativa ampla, é crucial planejar os espaços de modo a tirar proveito de cada centímetro sem comprometer as áreas de circulação.

Foco em tendências

Outros aspectos que interferem nas estéticas variadas do estilo contemporâneo são as tendências. Isso porque cada vez mais arquitetos procuram soluções inteligentes para incluir nos espaços e encantar a clientela.

Uma ferramenta tecnológica, uma luminária redonda, um novo eletrodoméstico, um revestimento com inspiração retrô… tudo o que é novidade no mercado pode fazer parte do projeto, contanto que traga benefícios e esteja de acordo com o que foi pensado desde o início.

E então, gostou das opções da nossa lista? Rever conhecimentos sobre os estilos arquitetônicos mais conhecidos é a melhor forma de captar ideias e adaptá-las a diferentes trabalhos. Portanto, aproveite que as informações estão resumidas e guarde para consultas futuras.

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