Arquitetura

Como combinar a decoração com tomadas diferentes?

Integrando interruptor na cabeceira

 

Acompanhar tendências é essencial para todo profissional que trabalha com design e arquitetura. O olhar atento às novidades ajuda a agregar ótimas soluções aos projetos, que cada vez mais trazem um ar de exclusividade para deixar os ambientes com a cara dos donos.

A preocupação com cada detalhe é o que permite personalizar os espaços e harmonizar diferentes arranjos. Assim, além de pensar nas cores das paredes, nos materiais do piso e nos objetos decorativos, os profissionais precisam escolher pequenos elementos com cuidado.

Entre os acessórios que podem transformar a composição estão os interruptores e tomadas diferentes. Mas você sabe como combiná-los com a decoração e obter bons resultados? É o que vamos mostrar neste post, com as dicas da arquiteta Fabiana Teixeira. Confira!

A padronização de tomadas no Brasil

Trabalhar com modelos criativos não só permite customizar ambientes, como também traz a possibilidade de adequar o projeto às normas vigentes. Tanto em um projeto feito do zero quanto em uma reforma, é fundamental colocar peças que sigam o padrão de plugues e tomadas do Brasil.

O mercado disponibiliza, hoje, dois modelos de plugues (com dois ou três pinos redondos) e dois tipos de tomadas (com três orifícios de 4 mm ou 4,8 mm). A padronização oferece mais segurança ao consumidor por reduzir as chances de ocorrência de incêndios e de choques elétricos.

Os plugues de três pinos, por exemplo, servem para aparelhos que exigem aterramento, como computadores, refrigeradores e ar-condicionado. Isso porque o terceiro pino faz a ligação com o fio terra. As novas tomadas também têm um formato em poço que evita o contato da pele com a corrente elétrica.

O uso de tomadas e interruptores criativos

O desenvolvimento de peças com design e formato diferenciado já chegou aos componentes das instalações elétricas. Trata-se de uma solução interessante para profissionais que buscam maneiras de destacar partes da decoração ou, dependendo do caso, manter um visual mais discreto.

O mercado oferece diversos modelos de tomadas e interruptores. A variedade de opções permite adaptar as peças a qualquer estilo trabalhado no ambiente — uma vantagem e tanto, já que abre um leque de possibilidades para arquitetos que atendem diferentes perfis de clientes.

É possível encontrar desde placas clássicas até linhas contemporâneas, com cores neutras ou chamativas, superfícies opacas ou transparentes, além de acabamentos diversos (mate ou acetinado, por exemplo). Também há capas com tons especiais que são removíveis e servem para cobrir interruptores já instalados.

Modelos prontos e customizados podem ser obtidos com bons fornecedores que, inclusive, comercializam peças em módulos. A modulação viabiliza a troca das placas de forma independente, possibilitando diferentes combinações.

Dicas para combinar tomadas diferentes com a decoração

Para Fabiana Teixeira, a principal preocupação no momento de utilizar componentes criativos é adequar o modelo ao tipo de projeto. Também é importante considerar a necessidade do cliente a fim de encontrar um equilíbrio entre beleza e funcionalidade.

A arquiteta diz que avaliar a paleta de cores da parede é uma ótima maneira de começar. Com essa análise, é viável refletir sobre os tipos de efeitos e, assim, encontrar a melhor solução. É possível, por exemplo, criar fortes contrastes ou integrar os elementos para compor uma superfície homogênea.

Fabiana prefere manter parede e componentes com a mesma linguagem para criar uma sintonia. Segundo ela, há muitas opções de detalhes, frisos e acabamentos que ajudam a destacar a composição. Essa variedade traz um diferencial e dispensa a utilização de cores tão opostas.

Não é à toa que a profissional defende a proposta clean: “tenho utilizado muito a linha Orion, com diversidade de cores. Venho utilizando tons pastel, mais metalizados. É uma linha nova. Ela atende à proposta do meu trabalho de linha contemporânea. Fica destacada, mas de maneira delicada.”

Outra solução que Fabiana destaca é a automação residencial, que viabiliza usar o interruptor de forma diferente. Com um controle — ou até mesmo pelo próprio celular —, é possível gerar cenas a partir de pontos de luz instalados no ambiente.

A automação pode complementar o projeto de iluminação e trazer novos recursos para o entretenimento. Inclusive, há uma linha com caixas de som comandadas por celular por meio de bluetooth. Nesse caso, o usuário consegue transferir a playlist para o interruptor que aciona os equipamentos.

Fabiana destaca que as caixas podem ser colocadas em qualquer lugar: “ocupam o mesmo espaço que o interruptor. Você só precisa de um ponto de energia e, com uma tomada, faz a conexão para as caixinhas, que podem ser embutidas.”

Principais cuidados e orientações

Para instalações em áreas externas, como varandas e outros espaços que têm contato com a umidade e sol constante, Fabiana recomenda a utilização do modelo de tomada protegida. “Ela tem uma espécie de tampinha, que você tem que levantar para introduzir a tomada do equipamento. Acho imprescindível. Sempre indico para áreas externas”, destaca.

Além disso, componentes com proteção duram mais tempo. Em regiões litorâneas que costumam ter problemas com maresia, por exemplo, a falta de tampas pode resultar em tomadas com partes oxidadas. Logo, é importante ter atenção quanto a esse detalhe para estender a vida útil das peças.

Outra orientação repassada pela arquiteta tem a ver com a adequação do projeto ao perfil do cliente. Para públicos com um poder aquisitivo menor, as linhas básicas, como Lunare e Decor, funcionam muito bem. Já os proprietários de espaços sofisticados tendem a desejar modelos com estética diferenciada.

Por fim, um cuidado que poucas pessoas lembram no momento de prever pontos de energia é verificar que tipo de equipamento será mantido no local. “Por exemplo, uma cafeteira que será utilizada em uma varanda precisa de uma amperagem diferente. Posso ter tomada de 10 amperes, que é padrão, mas uma tomada de 20 amperes é mais potente. Em uma cafeteira, os pinos são maiores, há uma diferença de furos. É uma preocupação que temos que observar”, ressalta a arquiteta.

Sendo assim, é crucial refletir sobre os aparelhos utilizados em cada ambiente e observar a potência de cada um. Dessa forma, o usuário consegue evitar problemas e inconvenientes, a exemplo da queima por conta de voltagem inadequada.

Conhecer interruptores e tomadas diferentes é uma boa maneira de inovar em projetos e levar novidades para a clientela. Se você gostou da possibilidade, procure linhas criativas com fornecedores de confiança e acerte na escolha dos produtos.

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