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O papel que as empresas podem desempenhar na preservação da biodiversidade

A biodiversidade é a variedade de vidas na Terra e, evidentemente, sem ela, os seres humanos não teriam futuro. O fato é que só temos água para beber, ar para respirar e alimentos para comer por causa dela. Considere, por exemplo, que as plantas geram oxigênio e que as abelhas polinizam as plantações de frutas e verduras. Infelizmente, a humanidade vem exercendo uma pressão insustentável sobre o mundo natural. Atualmente, 1 milhão de espécies está em risco de extinção e 75% das superfícies terrestres do planeta já foram significativamente alteradas em virtude das atividades humanas.

O Lobo-guará é o maior mamífero canídeo nativo da América do Sul e uma das 1000 espécies brasileiras com risco de extinção.

O Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) classificou a perda de biodiversidade e o colapso de ecossistemas como uma das cinco principais ameaças a serem enfrentadas pela humanidade nos próximos dez anos. A entidade também observou que $44 trilhões de dólares de geração de valor econômico (mais da metade do PIB total mundial) estão em risco por causa da dependência dos negócios na natureza e seus serviços.

Os dados são assustadores e, embora as chances de ações efetivas estejam diminuindo, 2021 será um ano emblemático para a biodiversidade. As empresas terão uma oportunidade sem precedentes de participar de um diálogo global para ajudar o mundo a trilhar um caminho positivo para a natureza.

Em outubro deste ano, 196 países devem aprovar um “Quadro Global de Biodiversidade Pós-2020” na 15ª reunião da Conferência das Partes (COP 15) da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB). Da mesma forma que o Acordo de Paris sobre o Clima foi um pacto claro, universal e implementável, que alavancou inúmeros compromissos e ações climáticas estabelecidos até hoje, o Quadro Pós-2020 ajudará o mundo a pôr a natureza em primeiro plano e a concretizar a visão da CDB para 2050, “Vivendo em Harmonia com a Natureza”.

A visão da CDB para 2050 é crítica e simbólica, sobretudo enquanto navegamos a pandemia do COVID-19, que mostrou os impactos catastróficos que ocorrem quando se ignoram os riscos biofísicos. Se os esforços de recuperação da pandemia não incluírem a questão das mudanças climáticas e da perda da natureza, desperdiçaremos a oportunidade de evitar o pior impacto.

No entanto, há esperança. Em 2020 entramos em uma década histórica de ação para alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que abarcam importantes temas sociais e ambientais da sociedade, entre os quais as mudanças climáticas e a perda da natureza. Além disso, a interrupção causada pela pandemia também trouxe a oportunidade sem igual de a humanidade se “reconstruir melhor”.

Zhang Jianqiu, CEO do Grupo Yili, em entrevista com a Agência de Notícias Xinhua em 2018. O Grupo Yili foi um dos primeiros do setor privado a criar um relatório anual sobre a proteção da biodiversidade.

O engajamento de empresas na COP 15 da CDB será essencial para que se garanta que a agenda da biodiversidade esteja alinhada com as expectativas dos negócios e se apoie em metas concretas e plausíveis, com prazos específicos. O Quadro Pós-2020 se baseará nas lições aprendidas com as falhas do Plano Estratégico para a Biodiversidade de 2011-2020, para criar os fundamentos que ajudarão o mundo a reverter a perda da natureza até 2030 e viver em harmonia com a natureza até 2050.

Do Quadro se efetivarão políticas e normas em níveis regionais e nacionais que impactarão as gestões de organizações do setor privado e suas formas de criar modelos de negócios que gerem impactos positivos na biodiversidade. Mais importante ainda, o Quadro Pós-2020 pode propiciar novas oportunidades de negócios e criar condições equitativas para as empresas em todo o mundo.

O envolvimento das empresas foi fundamental para a adoção bem-sucedida do Acordo de Paris sobre o Clima em 2015. Elas se fizeram ouvir assumindo compromissos voluntários sobre seus impactos nas mudanças climáticas antes da conferência e participando ativamente do preparo e da realização da mesma. Então, como as empresas podem ajudar a garantir que o Quadro Pós-2020 estabeleça os fundamentos corretos para um mundo em prol da natureza?

  1. Entendendo a escala do problema:
  1. Assinando o apelo à ação da Business for Nature para demonstrar o compromisso das empresas com políticas e ações ambiciosas para a preservação da natureza.
  2. Medindo o impacto da própria empresa na natureza e estabelecendo metas baseadas na ciência para abordá-lo.
  • Veja a avaliação que a Schneider Electric fez do seu impacto na biodiversidade e como ela criou sua estratégia para endereçá-lo.
  • Compromissos de biodiversidade podem ser submetidos na Agenda de Ação da CDB.
  1. Participando do Fórum de Negócios e Biodiversidade da COP15.

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